Videopodcast que visa homenagear a criadora e a criatura (nesse caso uma grande poeta e a sua linda poesia). Este programa é dedicado a poetisa brasileira, a carioca Rita Costa.
Poesia desmistificadora, pois que simples na sua forma poética, é imensa em conteúdo e sensibilidade. Rita mostra com a sua poesia que sabe usar uma linguagem que cativa pela singeleza e expressão.
Fico feliz em poder ler a sua poesia e presentea-la com este programa.
Poesias:
Primavera-Verão, Implícita, Eterna(se)mente, Estocoma, Linear, Poetas em Poesia, Latente, Saudade, Diferente e Leveza.
Estive garimpando dentre as gravações que fiz nestes últimos tempos e resolvi montar este podcast com aqueles que julguei estarem entre os melhores áudios que consegui com o GarageBand. Decerto mesmo é que, depois de tantos anos trabalhando como locutor, continuo aprendendo a gravar. De vez em quando o resultado final não é aqueles que desejávamos... Aí, toca a fazer tudo de novo. Neste podcast, trago dentre outros, Artur da Távola, Cecília Meireles, André Luis Soares, Affonso Romano de Sant'Anna, Pablo Neruda, não necessariamente nessa ordem.
Tentei garimpar o melhor dos áudios e juntar com o melhor das músicas que tenho.
Músicas:
Cardigans, Erase/Rewind (essa música está nos créditos finais de um filme emblemático, Gattaca); Richard Clayderman, Michelle; The Beatles; Nowegian Wood; Bob Seger, Turn The Page; Stellamara, Immrama _Music For Meditation (www.magnatune.com); Wolfgang Amadeus Mozart: Concerto for Clarinet in A major, K 622; Concerto for Flute and Harp in C major, K 299 (297c). Performers: Boer, Harmen de; Grauwels, Marc; Herbert, Giselle. Ensemble: Amsterdam Sinfonietta; Les Violons du Roy. E assim, coloco no ar mais este programa feito com carinho para você que me ouve.
Consegui finalmente terminar o podcast em homenagem ao grande Michael Jackson.
Um tributo ao artista que revolucionou a música negra norte-americana. Que, através do talento, impôs a sua arte. A arte que o fará para sempre ser recordado como um dos maiores ícones da música deste milênio. Justo agora, quando se preparava para retornar aos palcos e aos shows, ele se foi... Mas, a sua música e a sua presença permanecerão. A imagem do Michael menino está viva em nossas lembranças. Era como o amigo de infância que cresceu conosco.
Este podcast pretende ser mais uma das tantas homenagens e tributos que criador do moonwalk tem recebido.
Músicas:
Earth Song, Will You Be There (Free Willy Movie Soundtrack), Billie Jean, In The Closet (feat. Naomi Campbell), Smooth Criminal, Butterflies, Scream com Janet Jackson, You Rock My World, Liberian Girl.
-------------------------
Ao Artista
Como querer, pretender, Entender um artista genial? Eles nos surpreendem, Nos animam e nos espantam! Eles criam, inventam, Se reinventam, Extrapolam as convenções. Carregando em sua sina De seres únicos E aquinhoados de talentos Que, mais que instrumentos... De criação, São tormentos ao coração, Do que vai na alma, na visão Que, diferente da multidão, Que lhes seguem os passos Apontado as suas feridas Tristemente conseguidas No esforço brutal da criação. Por isso, quase sempre, Muito cedo eles se vão. Precisam descansar o seu espírito. Partem, como num grito, De repente. Escapando à solidão. Deles, para sempre ficam As marcas que nos indicam O caminho da redenção Onde reconhecemos O indelével toque de suas mãos... E, porque desafiam a impermanência, Deles, para sempre fica uma certeza, Uma verdade: Jamais morrerão. Antes, porém, ficarão Para sempre na eternidade De uma canção. 'Bye, Michael.
Neste podcast, trago as poesias de Antônio Kleber. O programa é todo dedicado ao poeta carioca autor dos livros "Quarenta Sonetos Sem Pecados" e "Tuna", ambos pela Editora ZEM do Rio de Janeiro.Antônio Kleber que tem, na minha opinião, como principal característica o total domínio dos recursos da língua e uma pena muito apaixonada, que nos fala de amores perdidos, de saudades... Sempre com muito sentimento.
Descobri o poeta na internet. Então ele começou a enviar-me as suas poesias. Confesso que no princípio, senti-me um tanto quanto apreensivo em função do desafio que antevi para interpretar as suas poesias e expressar o sentimento nelas contido. Hoje, penso que foi um bom desafio. Sinto-me recompensado agora que publico este podcast.
Apresento as poesias Cessa A Busca, Partidas, Coisas Antigas, Lembrança, Amor E Violência, Últimos Avisos, Partidas, Sofrimento, Vibrações, Sonho, Após O Olor Que Alenta, Uma Saída, Cultivo De Saudades, Agora É Tarde, Muito Tarde!, Murmúrio e Cereal Da Vida.
Músicas:
Lembra de Mim_ Emilio Santiago(Ivan Lins/vitor Martins), Titanic Symphony _ Richard Clayderman, O Chamado_ Marina Lima, Lara Croft_Tomb Raider Game Music, Serenade (Franz Schubert) _ Richard Clayderman, Why _ Annie Lennox, The Eyes Of Truth Is Always Watching You _ Enigma, Hovering Venus _ Psychetropic _ Magnatune, The Internal _ ABA STRUCTURE _ Magnatune, How Can You Mend A Broken Heart _ Bee Gees (Ao Vivo!) - Para matar saudades.
OPERÁRIO-PRANTO
Solto a vida no vagar da sorte como a morte no trilhar do sonho No infinito do cantar sombrio colho o fruto do sofrer eterno
Divagando no saber estranho conhecendo a força do mistério argamasso a construção do canto na canção que diz do amor sublime
Maldizendo o que recebo em troca nesse troço de trocar amores vou seguindo o meu caminho ao largo debandando da tragédia amarga Prisioneiro deste pesadelo vendo o sangue do operário-pranto desconheço a solução da força pra rezar um terço de emoção
----
Este é o grande poeta Antônio Kleber. Operário da poesia. Espero que você também goste.
Um abraço deste que vos fala e escreve.
Daniel Amaral.
PS: O desenho acima foi feito dentro do comboio - que é como os portugueses chamam os trens - que faz a linha Lisboa/Sintra. A rapariga (moça de família) estava a dormir e tinha uma expressão imperdível. Os trens em Portugal são muito confortáveis e todos os usam. Decerto que nunca estão sujeitos a chicotadas, como os moradores da baixada fluminense. Uma cena que vi na tv. Aliás, cena muito lastimosa e triste.
Esta é uma re-edição (nova gravação) do podcast publicado em 01 de Fevereiro de 2008.
Nessa altura, ainda não possuía a qualidade de áudio que penso ter gora, e achava que ficara a dever um pouco em termos de interpretação... Tudo isso posto, senti-me na obrigação de re-editar este podcast que traz as poesias do grande mestre Indiano RABINDRANATH TAGORE, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1913.
Poeta, contista, dramaturgo, músico, pintor... foi o maior poeta moderno da Índia e um dos maiores gênios da cultura indiana.
Poema de Despedida
É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs Eu já devolvi as chaves da minha porta E desisto de qualquer direito à minha casa. Fomos vizinhos durante muito tempo E recebi mais do que pude dar. Agora vai raiando o dia E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro Apagou-se. Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada. Não indaguem sobre o que levo comigo. Sigo de mãos vazias e o coração confiante.
-Lotus - AppleLoops -Walking through the Forest - Dan Gibson -Om Mani Padme Hum - Mantras for Meditation -Inner Peace - Steven Halpern -As Voltas Que O Mundo Dá - Mônica Salmaso -Music for Meditation_Stars - Beth Quist - (http://www.magnatune.com/) -Chariots Of Fire - Vangelis -Anup (multi-instrumentista indiano) - Reflection - (http://www.magnatune.com/)
Estou a perseguir a forma deste carro. O primeiro desenho foi feito em 2004.
Estes desenhos foram todos feitos à mão livre usando uma esferográfica.
Eles mostram dois exemplos de desenhos feitos sem referências que posteriormente vim a "pintar" usando o photoshop e o painter.
Depois de trabalhados no computador, ficaram bem diferentes.
Ultimamente tenho utilizado estes dois ótimos programas para "colorizar" e dar mais vida aos meus desenhos.
Muitas vezes, mesmo quando estou distraído, minha mão quer desenhar... Como se tivesse vida própria e independente de mim, começa livremente a rabiscar e, no final, mostra-me as imagens mais inesperadas. As expressões mais distintas.
Estes dois desenhos surgiram-me assim... A Carmen, como se quisesse estar presente, apresentou-se de repente. E eu que não a via há muito tempo... chorei quando a reconheci.
O segundo, Olhar de Mulher, surgiu quando estava a trabalhar ao telefone.
Sou apaixonado pelas mulheres e pelas expressões humanas.
Certa vez, em 1980, estava no Parque Trianon (grande área verde na Avenida Paulista, em São Paulo nas imediações do MASP), onde ia no intervalo do almoço para admirar a estátua do fauno e desenhar, quando um senhor aproximou-se de mim e disse que aqueles rostos eram emanações espirituais. Hoje, às vezes acredito.
Esta obra foi feita à partir de uma foto do desenho original. Foi trabalhada numa tablet Wacom também usando usando o painter e o photoshop, dois programas incríveis e com paletas de cores variadíssimas e recursos fantásticos.
A vista é da "Prainha". O acesso é feito pelo Bairro Joana D'Arc, em Vitória. Essa é a grande reserva de mangues, remanescente da enorme área que no passado do Brasil ocupava toda a região costeira, juntamente com a chamada mata atlântica. Essa reserva de mangues (área alagada na subida da maré) ocupa um enorme espaço da capital.
Deste ângulo, por detrás da Universidade Federal, vê-se o Morro da Serra - cidade vizinha - ao fundo. A imensa montanha é conhecida como "Mestre Álvaro".
Quando era criança, ouvia muitas histórias de luzes misteriosas, aparições fantasmagóricas e de tesouros enterrados em volta dele...O "Mestre Álvaro" é lindo e imponente e faz parte do cartão postal da Grande Vitória, minha cidade natal.Quero chamar a atenção dos ambientalistas para essa região do Estado do Espírito Santo. Trata-se de importante reserva de vida marinha. Que ocupa vasta área no entorno da linda ilha de Vitória.Há aproximadamente uns 15 anos atrás quando estive nessa região, já percebia uma avançada degradação neste importante ecossistema cada vez mais invadido pelas populações de baixa renda que, por uma questão de sobrevivência, optam por morar próximas aos mangues de onde muitas vezes retiram o seu sustento.Quando criança, lembro-me de que bastava sair de canoa e atravessar ao largo da Ilha das Caieiras para ir ter a rios, como o Santa Maria, repletos de jacarés, capivaras, cotias e variadas espécies de aves e outros animais e plantas deste tipo de habitat.Ainda pré-adolescente, costumava tomar banho de maré, pescar siris, sururus e caranguejos aí. Uma festa! Principalmente em noites de lua cheia, quando os mangues se enchiam de archotes e vozerio até noite bem alta.Este o desenho original que foi inteiramente feito a lápis de cor e aquarela em 1988, numa tarde linda de verão depois de uma chuvarada:
Meu pensamento anda no tempo à toa
Quando caminho distraído e alegre
Pelas ruas e avenidas de jardins verdejantes
Entre os prédios seculares da bela Lisboa
Que me fazem viajar nas asas do tempo.
Por vielas de calçadas e sombras, dou-me conta
A cada detalhe onde ainda da história soa
O grito heroico dos destemidos homens valentes
Que te fizeram no mundo para sempre
Cantando os seus versos a ardente Lisboa.
Cidade peninsular de montanhas imponentes
Onde cresceram casarios que o passado também ainda canta
Lisboa do Tejo que sorrindo caloroso te abraça
És tu a cidade de histórias e lembranças tantas
Encantada Lisboa em cada torre, em cada praça
Eu que venho de terras longínquas
Aprendi a te amar agradecido e carinhoso.
Porque dos teus braços deu-me a tua beleza
E os meus olhos de amante simplório brilham
Com todo o gostar de um olhar ternuroso
Enquanto os pardais à volta cantam e brincam
É assim este gostar: singelo, despretensioso
Como o amante que se alegra em gostar docemente
Enquanto passam as estações e o coração alegre
Com o nascer das manhãs, onde um sol mensageiro
Trás a alegria de um novo dia em que estarei contente
Daniel Amaral
11/05/2009
BANNER
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Não e permitido o uso comercial desta obra, nem obras derivadas. O utilizador deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. O utilizador nao pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta. Para cada reutilização ou distribuição, deverá deixar claro para outros os termos da licenca desta obra. Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que obtenha permissao por parte do autor.Nothing in this license impairs or restricts the author's moral rights.